Uma pesquisa global da Ipsos mostrou algo que até pouco tempo seria impensável: a saúde mental ultrapassou o câncer e se tornou a maior preocupação de saúde no mundo. Em média, 45% das pessoas em 30 países apontam o bem-estar emocional como o principal problema de saúde hoje. No Brasil, o cenário é ainda mais acentuado: 52% colocam a saúde mental no topo.

Gráfico: Tupã Saúde, com dados da Ipsos — Health Service Report 2025.
Neste artigo, você vai entender:
▪ O que a pesquisa da Ipsos revelou
▪ Não é só percepção: o custo já aparece nos números
▪ A discussão pelo Brasil e pelo mundo
▪ Onde a saúde mental encontra o trabalho (e a NR-1)
▪ Como a Tupã trata isso na prática, passo a passo
O que a pesquisa da Ipsos revelou
O Health Service Report 2025 entrevistou pessoas em 30 países e confirmou uma virada histórica. No Brasil, o salto é ainda mais expressivo, de 18% em 2018 para 52% hoje. E há um recorte importante: mulheres e a geração Z lideram a preocupação.

Gráfico: Tupã Saúde, com dados da Ipsos.

Gráfico: Tupã Saúde, com dados da Ipsos.
Não é só percepção: o custo já aparece nos números
A preocupação tem lastro. A OMS estima que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com algum transtorno mental e que depressão e ansiedade custam cerca de US$ 1 trilhão por ano à economia global. No trabalho, os transtornos mentais afetam mais de 15% da força de trabalho global.
No Brasil, o retrato é de aceleração: segundo a ANAMT, com dados do INSS, os afastamentos por saúde mental saltaram de ~220 mil (2023) para quase 394 mil (2025, até novembro), alta de 79%. Outras leituras do mesmo dado, considerando o ano fechado, apontam mais de 540 mil afastamentos, novo recorde. O burnout, sozinho, triplicou.

Gráfico: Tupã Saúde, com dados da ANAMT / INSS.
A discussão pelo Brasil e pelo mundo
O tema saiu das páginas de saúde e virou manchete econômica e trabalhista, aqui e lá fora.

Brasil: recorde de afastamentos por saúde mental (Contec Brasil, jan/2026).

Mundo: alerta da OMS sobre 1 bilhão de pessoas (ONU News / OMS, set/2025).
Onde a saúde mental encontra o trabalho (e a NR-1)
Aqui vale um ajuste de foco. É comum a conversa escorregar só para o campo clínico, diagnóstico, remédio, terapia. Isso importa, mas deixa de fora metade da história: boa parte do sofrimento psíquico nasce, ou piora, dentro do próprio trabalho.
Sobrecarga crônica, metas inalcançáveis, jornada sem fim, assédio, insegurança e falta de reconhecimento são fatores de risco psicossocial e agem sobre a saúde mental com o mesmo peso de um risco físico ou químico. A atualização da NR-1 passou a exigir que a empresa identifique, avalie e controle esse risco dentro do PGR. Ou seja: o trabalho é, ao mesmo tempo, parte do problema e parte da solução. Quem só oferece um app de meditação, mas mantém as condições que adoecem, está tratando sintoma. E prevenir compensa: a OMS aponta retorno de cerca de US$ 4 para cada US$ 1 investido em saúde mental no trabalho.
| Para ir além
Livro: “Mentes Ansiosas”, de Ana Beatriz Barbosa Silva — livro acessível de uma psiquiatra brasileira sobre como a ansiedade se instala — inclusive no ambiente de trabalho. Série: “Ruptura” (Severance) — uma alegoria genial sobre separar “eu do trabalho” e “eu da vida” — e o que isso faz com a saúde mental e a identidade. |
Como a Tupã trata isso na prática | Passo a passo
A conexão com o produto não é um “puxadinho comercial”: é o mesmo fluxo que a NR-1 exige, do diagnóstico ao monitoramento. Veja como o risco psicossocial percorre o sistema da Tupã.
Passo 1 — Identificar
O fator psicossocial entra no inventário de riscos, ao lado dos riscos físicos e químicos, com código, tipo e norma. Nada fica “solto” no clima organizacional.

Passo 2 — Avaliar
A avaliação usa metodologia reconhecida (como o COPSOQ), transformando percepção em dado comparável e reavaliável.
Passo 3 — Documentar no PGR
Laudos, inventário e evidências ficam na biblioteca de documentos, com status de validade e rastreabilidade, pronto para fiscalização.

Passo 4 — Plano de ação
Cada risco identificado gera um plano com responsável e prazo, acompanhado em quadro (tabela, kanban ou Gantt).

Passo 5 — Monitorar
No painel, indicadores de vidas ativas, riscos críticos, absenteísmo e afastamentos por CID mostram a exposição antes de virar afastamento ou passivo.

| Em resumo: a conexão com o sistema da Tupã
Quando a saúde mental vira a maior preocupação de saúde do mundo, ela deixa de ser só pauta clínica e passa a ser pauta de gestão de risco ocupacional (NR-1). A Tupã organiza o diagnóstico psicossocial no mesmo sistema que já cuida de PGR, PCMSO e afastamentos por CID — documentado, rastreável e reavaliado por metodologia reconhecida (COPSOQ) — para agir antes do afastamento, do passivo ou da autuação. |
| Leia na íntegra
→ Ipsos — Global Health Service Monitor: ipsos.com/en/global-health-service-monitor → OMS/ONU — 1 bilhão de pessoas com transtornos mentais: news.un.org/pt/story/2025/09/1850854 → Contec — recorde de afastamentos em 2025: contec.org.br → ANAMT — afastamentos por saúde mental (INSS): anamt.org.br/portal/2026/01/27 |
Referências
Ipsos — Health Service Report 2025 · OMS/ONU (transtornos mentais; custo; retorno) · ANAMT com dados do INSS (2023–2025) · Contec Brasil · NR-1 (riscos psicossociais).


