A inteligência artificial avança em ritmo acelerado, mas isso não significa que os humanos estejam ficando para trás. Pesquisas recentes da McKinsey revelam que até 70% das atividades de negócio podem ser automatizadas até 2030, enquanto 70% das habilidades mais demandadas pelas empresas continuam relevantes tanto para tarefas feitas por máquinas quanto por pessoas. Em um cenário onde a automação libera profissionais de rotinas repetitivas, o valor das competências humanas — criatividade, empatia, decisão complexa e cuidado — se torna ainda mais estratégico. Neste artigo, você vai entender como o futuro do trabalho será colaborativo, por que habilidades humanas nunca foram tão valiosas, e como se preparar para essa transformação sem medo.
Neste artigo, você vai aprofundar seu entendimento sobre:
▪️O potencial técnico da automação: 70% das atividades, mas nem tudo vai mudar
▪️Por que 70% das habilidades demandadas servem para humanos e máquinas
▪️ As competências que a IA nunca vai substituir (e por que importam mais agora)
▪️A colaboração humano-máquina como novo modelo de trabalho
▪️Como se preparar para as novas regras do mercado sem perder sua relevância
O potencial técnico da automação: 70% das atividades, mas nem tudo vai mudar
Quando você ouve que 70% das atividades de negócio podem ser automatizadas até 2030, é fácil entrar em pânico. Parece que tudo vai desaparecer. Mas aqui está o detalhe que muda tudo: potencial técnico não é inevitabilidade.
A McKinsey deixa claro que essa porcentagem reflete apenas o que as máquinas poderiam fazer, não o que vão fazer. Entre os fatores que definem o ritmo real da automação estão o custo de implementação, a dinâmica do mercado de trabalho, a aceitação regulatória e social, e até mesmo a qualidade da mão de obra disponível.
Estudos mais recentes estimam que entre 21,5% e 29,5% das horas trabalhadas na economia norte-americana serão realmente automatizadas até 2030. Isso significa que a transformação será gradual, não catastrófica. Empresas que já adotaram IA em escala estão vendo aumento de produtividade de até 40%, mas isso não significa demissões em massa, significa reconfiguração de papéis.
A verdade incômoda é que nem todas as empresas conseguem capturar esse valor. Apenas 23% dos entrevistados afirmam que, no ano passado, pelo menos 5% do EBIT de suas organizações foram atribuíveis à utilização de inteligência artificial. Isso sugere que ainda há muito mais espaço para capturar valor e que a vantagem competitiva vai para quem souber usar a IA de forma estratégica, não apenas técnica.
Por que 70% das habilidades demandadas servem para humanos e máquinas
Aqui está o paradoxo que muda tudo: enquanto 70% das atividades de negócio podem ser automatizadas, 70% das habilidades que as empresas procuram servem tanto para tarefas automatizadas quanto para aquelas que dependem de humanos. Isso significa que o futuro não é de substituição, mas de evolução.
Pense assim: a IA vai assumir as rotinas, mas as competências necessárias para trabalhar com a IA — análise crítica, adaptabilidade, aprendizado contínuo — serão cada vez mais valiosas. Áreas como processamento de informações, contabilidade e programação aparecem entre as mais influenciadas pela automação. Mas isso não significa que contadores, analistas e programadores desaparecerão. Significa que eles vão se concentrar em análises mais profundas, decisões estratégicas e resolução de problemas complexos, exatamente o que as máquinas não conseguem fazer bem.
A demanda por habilidades em IA está concentrada em três áreas: computação e matemática (44%), gestão (19%) e operações de negócios e finanças (7%). Mas aqui está o ponto crucial: praticamente todas as profissões terão ao menos uma habilidade profundamente transformada até 2030, e um terço delas verá mais de 10% das competências exigidas mudar de forma significativa.
O que isso significa na prática? Que você não precisa se tornar um especialista em IA para ser relevante. Você precisa entender como trabalhar com a IA, como fazer perguntas melhores, como interpretar resultados e como aplicar insights em contextos reais. Essas são habilidades que qualquer profissional pode desenvolver.
As competências que a IA nunca vai substituir (e por que importam mais agora)
Enquanto máquinas aprendem a processar dados em velocidade impossível para humanos, há um conjunto de habilidades que permanecerá exclusivamente humano: sensibilidade emocional, orientação, negociação, cuidado e criatividade. Essas competências seguem entre as menos impactadas pela automação e continuarão essenciais em praticamente todas as profissões.
Pense em um atendente de customer success: a IA pode processar dados do cliente em segundos, mas é o humano que entende a frustração por trás da reclamação, que negocia uma solução criativa e que constrói relacionamento duradouro. Ou um líder: a IA pode fornecer dados sobre desempenho, mas é o humano que inspira, que toma decisões éticas complexas e que cultiva cultura organizacional.
A pesquisa da McKinsey mostra que a gen AI terá um efeito particularmente profundo nas profissões que costumavam exigir graus de instrução mais elevados, como a de educador e a de advogado. Mas isso não significa que essas profissões desaparecerão — significa que elas vão evoluir. Um advogado não vai mais gastar 40 horas pesquisando jurisprudência: a IA faz isso em minutos. Ele vai usar essas horas para construir estratégias criativas, negociar acordos complexos e aconselhar clientes sobre dilemas éticos que nenhuma máquina consegue resolver sozinha.
Essas habilidades não são “extras”, são o núcleo do valor humano em um mundo automatizado. E aqui está o melhor: elas não podem ser terceirizadas, não podem ser substituídas por um algoritmo, e não podem ser copiadas por um concorrente. Elas são suas.
A colaboração humano-máquina como novo modelo de trabalho
O futuro não é humanos versus máquinas. É humanos com máquinas. A McKinsey aponta que para capturar o potencial econômico estimado em trilhões de dólares até 2030, será necessário mais do que automatizar etapas isoladas: será preciso redesenhar fluxos de trabalho, revisar funções e atualizar culturas corporativas.
Isso significa que a IA deve liberar profissionais de tarefas repetitivas, permitindo que se concentrem em decisões complexas, criatividade e cuidado, assim como a calculadora permitiu que matemáticos avançassem para problemas de maior profundidade. Um analista de marketing, por exemplo, não vai mais gastar 20 horas por semana compilando dados em relatórios: a IA faz isso em minutos. Ele vai usar essas horas para interpretar os dados, criar estratégias inovadoras e conectar insights com objetivos de negócio.
Mas aqui está o desafio: nem todas as empresas estão preparadas para essa transição. A pesquisa mostra que as empresas de alta performance em IA são três vezes mais propensas a afirmar que suas organizações pretendem requalificar mais de 30% da força de trabalho nos próximos três anos. Isso significa que a diferença entre vencedores e perdedores não será a tecnologia, será a capacidade de adaptar pessoas e processos.
Empresas líderes já estão à frente. Elas não apenas adotam IA, mas a usam para desenvolver produtos e serviços, otimizar ciclos de desenvolvimento, acrescentar recursos a produtos existentes e criar novos produtos baseados em IA. Elas também utilizam a inteligência artificial com mais frequência em funções de RH, como gestão de desempenho, desenho organizacional e otimização da força de trabalho.
Como se preparar para as novas regras do mercado sem perder sua relevância
🔹Invista em aprendizado contínuo: A demanda por conhecimento em IA está crescendo rapidamente. Profissionais que entendem como trabalhar com IA terão vantagem competitiva. Não precisa ser um especialista, precisa entender o básico e estar aberto a aprender.
🔹Desenvolva habilidades humanas: Criatividade, empatia, negociação e pensamento crítico não podem ser automatizados. Invista nelas. Essas são as habilidades que vão diferenciar você em um mundo onde rotinas são automatizadas.
🔹Redesenhe seus processos: Não tente apenas “adicionar IA” aos processos existentes. Repense fluxos de trabalho para que humanos e máquinas trabalhem juntos. Pergunte-se: onde a IA pode liberar meu time de tarefas repetitivas? O que podemos fazer com esse tempo liberado?
🔹Cultive adaptabilidade: Entre 75 milhões e 375 milhões de pessoas podem precisar mudar de ocupação até 2030. A flexibilidade será essencial. Não se apegue a uma única função ou habilidade, desenvolva múltiplas competências.
🔹Foque em propósito: Em um mundo onde rotinas são automatizadas, o que diferencia um profissional é sua capacidade de conectar trabalho com propósito e impacto. Entenda por que seu trabalho importa, como ele contribui para algo maior, e como você pode criar valor além das tarefas.
🔹Busque requalificação estratégica: Pesquisas mostram que mais colaboradores serão requalificados do que afastados. Quase quatro em cada dez entrevistados de empresas que já adotaram IA esperam que mais de 20% da força de trabalho seja recapacitada. Isso é uma oportunidade, não uma ameaça.
Conclusão
As novas regras do trabalho não são sobre máquinas substituindo humanos, são sobre humanos e máquinas redefinindo o que significa trabalhar. A IA vai liberar você de tarefas repetitivas, mas vai exigir que você seja mais criativo, mais estratégico e mais humano do que nunca. Setores como educação, saúde, finanças e tecnologia verão transformações profundas, mas também oportunidades sem precedentes para quem souber se adaptar.
Se você quer construir uma organização preparada para esse futuro, onde a automação potencializa o valor humano em vez de ameaçá-lo, chama a Tupã. Juntos, podemos redesenhar sua cultura, seus processos e suas equipes para prosperar nessa nova era do trabalho, transformando a IA de uma ameaça em uma vantagem competitiva real.
Fontes
[1] McKinsey – O estado da inteligência artificial em 2023: o ano do breakout da IA generativa
[2] Inovativos – A IA generativa e o futuro do trabalho nos EUA
[3] McKinsey – A organização do futuro: habilitada pela IA generativa, impulsionada pelas pessoas
[4] Fast Company Brasil – As novas regras do trabalho: como a IA está redefinindo o valor humano
[5] McKinsey – A situação dos talentos em 2023 e 2024
[6] McKinsey – AI in the workplace: A report for 2025
[7] McKinsey – AI: Work partnerships between people, agents, and robots
[8] McKinsey – Generative AI and the future of work in America
[9] McKinsey – Future of Work


